Diz Saramago que a ausência é também uma morte e que a única e importante diferença entre elas é a esperança.
Há várias formas de morte. Tem morte morrida. Morte vivida. A ausência se enquadra no conceito de morte em vida. E permito-me discordar do velho Saramago, apesar de toda a admiração: às vezes, nem a esperança as diferencia. Há ausências - com um grau de definitividade tão grande - que se assemelham mesmo, em todos os aspectos praticamente, a uma morte. É morte, como diz o escritor português. É morte por que se sente, mas é morte por que se vive.
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