sexta-feira, 27 de abril de 2012

A leveza







"Yuri, meu filho,

De tudo o que eu planejei na minha vida, vocês (tu e tua irmã) foram o que mais deu certo. Espero que com Yaguinho, eu consiga a mesma coisa. Criei vocês com muito amor, muita dedicação e tentei mostrar o mundo de várias visões, mas principalmente com a visão humana do mundo, da igualdade, da fraternidade, mas também da competência e da competição. Sei que nem sempre consegui, mas fiquem certos que tentei deixá-los livres para tomarem suas decisões, lutei muito para respeitá-los e, ao mesmo tempo, incentivá-los a lutar e a vencer. Buscar objetivos e alcançá-los foi o que eu almejei para vocês, foi o que eu "plantei". Agora venho colher: filhos maravilhosos, inteligentes, atualizados, honestos, lutadores, dignos, foi o legado que eu recebi da vó Isa e vô Jinkings e tentei passar para vocês. A amizade e o amor de vocês me realiza demais, filhos unidos e amigos é o máximo para qualquer pai."

O peso



"Seja num quarto de hotel ou num canto qualquer, em paz ou aflito, distraído ou esperando, aquele toque de telefone me dá arrepios. A prescrição estava no prontuário do paciente, especificamente destinada aqueles cuja indicação era clara: “se necessário”. Quando nenhuma delas resolvia o problema de um dos 200 pacientes internados, o telefone tocava. E eu estava só. Pois no início da madrugada de uma terça, ele tocou. A paciente era uma jovem com AIDS. Ela viveu seus últimos dias acompanhada pela mãe e uma desconhecida no leito ao lado, também aidética. Nem sabia da sua história. E como poderia? Nem uma noite inteira seria suficiente para o conhecimento dos 200. E esse encontro não poderia ser de maneira mais triste. Uma jovem que nem sequer deu safra, que se foi num quarto quente e abafado, molhada pelo mais fétido excremento das entranhas humanas. Eram até desnecessárias as evidências científicas. A morte estava lá, inconfundível. E no rosto da mãe, cansaço. Não daqueles que se resolvem com uma boa dormida num domingo qualquer. Mas o da luta contínua, por vezes desesperada, que antecede o momento em que os olhos de ambas se cruzam e dizem: “Vai, tenta descansar!”."

(a autoria é de um grande amigo)

Do Epicurismo: primeiro rabisco

O prazer, como bem principal e inato, não deve ser buscado a todo custo e de forma indiscriminada, afinal isto poderá resultar em dor em algumas oportunidades.


Deve haver prudência até na busca da felicidade.


Aqui, a máxima da qualidade em detrimento da quantidade se faz suprema.












O que preferir, então? O que buscar? E por que caminhos? Pequenos e imediatos prazeres, ainda que possam trazer algum tipo de infelicidade depois? Ou prazeres mais reais e duradouros, ainda que através de processos dolorosos?

O Existencialismo (Poético) de Emília


;)