quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Alguma Coisa Está Fora da Ordem



Gregos incendeiam Atenas diante de reduções na previdência, nos salários e em outros gastos sociais;


Chilenos reúnem-se para relembrar, sem a menor saudade, o golpe militar de 1973;

Espanhóis organizam manifestações, inclusive com greve geral, em resposta às medidas de austeridade impostas pela União Europeia e aos projetos de mudança na legislação trabalhista;

Franceses, incluindo estudantes secundaristas, defendem impetuosamente sua posição em face da reforma previdenciária aprovada pelo Senado;

Mulheres paquistanesas fazem reivindicações trabalhistas em Lahore;

Estudantes universitários e secundaristas ingleses opõem-se ao aumento de mensalidades e cortes no ensino superior;

Bolivianos protestam diante do aumento no preço dos combustíveis;

E nós?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Graças a Nós, Amém.

Esclareço, inicialmente, que não sou um ateísta. Não nego a existência de Deus. Na verdade, não tenho também muita simpatia com o agnosticismo, porque negar a possibilidade de conhecer a Deus e a origem última do universo, mas não fazer uma proposta sequer é ficar em cima do muro. É não dizer nada. É, em última análise, ser nada. E isso não me convém. Então, apresento a minha posição: o Deísmo. Uma doutrina que enfrenta a questão da existência de Deus através da razão, argumentando que Deus é o criador do mundo, mas que não intervém nos seus pormenores e, por fim, não o humaniza, ou antropomorfiza, se preferirem. Deus é tão Deus lá em casa quanto na igreja. Deus é tão Deus numa forma aparentemente humana quanto como força-motriz ou energia criadora do universo. Deus é Deus ainda que prefiramos chamá-lo por outro nome.

O assunto que me fez pensar em escrever sobre isso não é tão sério como esse primeiro parágrafo os poderia fazer supor. Todavia, obviamente, durante seu desenvolvimento, ganhará os mais altos foros de seriedade – pela relevância que suas primeiras ramificações possuem.

Eis o que me convidou a este debate: constantemente, veem-se jogadores de futebol comemorando gols e louvando a Deus, e inclusive creditando o gol ou a vitória “ao nosso Senhor”. É comum também uma pessoa que se prepara para uma prova muito concorrida dizer “se Deus quiser, eu vou passar”. Ou, ainda, alguém escapar de um acidente aéreo porque perdeu o voo e agradecer a Deus pela fortuna, sendo que alguém teve o dissabor de entrar naquele mesmo avião. Acontece que se Deus é para todos, Ele não intervém – por impossibilidade mesmo – nesses assuntos.

Deus se poupa e guarda sua atenção e seu labor para assuntos em que é mais fácil – ou em que é viável, melhor dizendo – fazer justiça. Já pensaram na complicação que ia ser definir o placar desses jogos de futebol? Zero a zero, um a um ou dez a dez. Acho até que Ele escolheria este último, afinal o público também é filho de Deus. As listas de aprovados, naquelas provas, seriam enormes. Deus – ou o legislador – teria que criar mais vagas, para começar. Os acidentes não aconteceriam, ou, no mínimo, aquela poltrona viajaria vazia. Mas substituir a sorte de um pelo azar do outro? “É o destino”, diriam os mais conformados e menos questionadores, "fez-se a vontade de Deus". Não, Deus não desejaria uma série de coisas que acontecem nesse nosso mundo.

A verdade é que há um tanto a ser feito pelos próprios seres humanos, individual e coletivamente. Deus nos deixou parte do trabalho, meu povo. Temos que acabar com essa mania de atribuir somente a Deus nossas vitórias e infortúnios. Deus, para muitos, existe. Ele coopera, sim, energia que é. Mas é necessária a nossa quase exclusiva contribuição. Nós somos definidores do nosso destino. Precisamos ter no trabalho, na bondade e em nós mesmos – enquanto humanidade – fé idêntica àquela que muitos depositamos no Criador. Deus já fez a parte dele. Criou um mundo de possibilidades lindas. Permitiu-nos a vida. Deixemo-no descansar agora.

Há mesmo, sem nenhuma dúvida, incontáveis manifestações de divindade no nosso mundo. O pensamento positivo e o bem-querer são exemplos. A paz que reina em muitos lugares do mundo e o altruísmo de desinteressados são outros. Mas há diversos outros que, por não terem a cara ou o dedo de Deus, são atribuídos ao demônio ou a outras entidades coléricas. Não, gente, essas outras situações – diversas e horríveis – são do ser humano. O homem tem o bom e o podre em si, e lhe incumbe decidir como agir. O Bem e o Mal – grafados com maiúsculas, como no imaginário popular – estão aqui dentro. Liberemos a parte boa e reprimamos a ruim. Isso é um exercício que só à humanidade cabe.

Por que muitas vezes o destino desta mesma humanidade está nas mãos de pouco mais que vinte homens? Duas dezenas de homens que decidem sobre a política externa de países poderosos bélica e economicamente. Cerca de vinte homens que definem o que outros seis bilhões viverão. Por quê? E em que estão pautadas as suas decisões? Deus guia e ilumina a mente desses homens? Fê-lo no passado, durante as mais sanguinárias guerras que esse globo assistiu? Não, “meu deus”, foi culpa dos homens. O que ocorreu é atribuível somente aos homens.

O homem precisa deixar de se ver vítima e objeto de manipulação de outros homens ou mesmo de uma divindade, cujas vontades são muitas vezes deturpadas pelo próprio homem, porque, em última análise, isso justificará – como justificou, no passado – as condutas mais incompreensíveis. O dogma religioso já legitimou mortes e fez muito sangue derramar. E, com absoluta certeza, não é a isso que se propõe. O “barco” – ou a arca – é o mesmo para todos nós e chegou o momento de darmos mais valor às nossas semelhanças como seres humanos e habitantes da mesma “casa” do que às nossas diferenças quanto às convicções religiosas – e também as políticas, ideológicas, filosóficas. Nós somos responsáveis pelo futuro do Planeta e da humanidade. Deus nada poderá fazer se não nos dermos conta de que somos fundamentais no processo da nossa própria salvação. Vamos acordar enquanto é tempo e mudar – das menores às mais importantes condutas.

Comecei com aqueles exemplos, porque, embora inconscientemente, achar que sua reza é mais forte ou que você é mais merecedor da graça de Deus do que seus semelhantes já é o início de um pensamento egoísta. E o egoísmo, apesar de ser o que mais se vê por aqui, é do que menos precisamos, atualmente.

Que tenhamos um natal maravilhoso, um ótimo final de ano e um doiSMILEonze de mudanças muito positivas. A transformação do mundo começa dentro de cada um de nós.

domingo, 28 de novembro de 2010

Um pensamento solto

Nós nascemos com duas sentenças contraditórias. Uma que nos "condena" à liberdade. Outra que nos estabelece, desde o início, um final.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Futebol no Recreio

A história que conto agora envolve o pernambucano Pedro e os paraenses Thiago, Rafael, Gerson, Hugo, Diego, Bruno e alguns outros que não lembrei, nesse momento.

Há 10 anos, no Colégio Moderno, esses meus amigos, que não haviam traído o movimento e passado pro Nazaré (como eu), saturados com a longa (não posso, por todos, dizer intensa) jornada de estudos, costumavam jogar futebol na hora do intervalo entre as aulas, como forma de amenizar a ansiedade pelo fim dessa -  essa sim - INTENSA luta. Muito melhor que comer um sanduíche do Bob’s. Pra eles, era ótimo. Não sei se pro resto da turma, que tinha que agüentar “cheiro de moleque” até a hora do almoço.

Uns estavam no primeiro ano. Outros, no segundo. Ensino médio justificador de toda e qualquer ausência nas aulas, afinal todos eram filhos de Deus e já havia passado anos de “estudo”. É, estudar era comparecer. Era ter horário pra acordar, pra entrar e pra sair. E haja saco pra aturar tanta imposição, tantos compromissos.


Num belo dia de sol, a bola rolou solta na quadra descoberta do Moderno. Sexta-feira e seu típico cheiro de liberdade. Muito suor, muita disposição e alegria. A campa tocou e... ninguém ouviu. Na verdade, todo mundo fingiu não ouvir. O futebol estava de primeira! E se era melhor que um cheeseburger, imaginem o quanto era em relação a uma aula de química ou de literatura.

Dez minutos se passaram e eis que surge uma figura apelidada de Coiote: inspetor e repressor dos alunos humanistas e democratas, defensores da liberdade de gazetar. “Todo mundo pra sala, AGORA!”, berrou Coiote. Acontece que a voz do Coiote, mesmo aos gritos, era mais baixa que a campainha. E é gol do Gerson!

Vinte minutos depois, após a “desistência” do insistente inspetor – ele havia subido para comunicar os coordenadores que estava rolando uma surdez coletiva lá embaixo –, ele retorna, acompanhado dos coordenadores Silvia e Guilherme, mais repressores ainda. Rapá, e não é que todo mundo voltou a ouvir?! O susto – eles achavam que não ia “pegar nada” – fez cada um começar a pensar na sua desculpa.

Metade com Guilherme, metade com a Silvia, mas para a mesma sala. Esse abuso era assunto pra ser conversado em conjunto. Chegando na sala do Guilherme, Diego intervém e inicia a série de desculpas esfarrapadas:
- Eu achava que não teria mais aula, hoje. Ouvi uma menina... errr... não lembro o nome... dizer. Ela disse que tínhamos sido liberados!
- Eu juro: não ouvi a campa tocar – disse Thiago.
- Silvia, eu já fui suspenso. Por favor, libera a gente. A gente perdeu o horário – o cara de pau Rafael falou (“nem vimos passar essa meia hora”).
- A gente só foi jogar, porque tinha aula de educação física depois... Ah, não era de Educação Física? – Bruno.

Nesse momento, Pedro interrompe a ordem de mentiras, provocando tensão nos amigos, ao dizer, “Silvia, eu vou falar a verdade”, e continuar, com seu carregadíssimo sotaque pernambucano:
- A gente ouviu, sim, a campainha tocar. Mas, sinceramente, Silvia, olhei pras pessoas subindo a escada, com uma áurea carregada, com uma nuvem negra em cima de suas cabeças, com o olhar perdido e triste, muito triste. Olhei pra Rafael, pra Gerson. Vi todo mundo sorrindo. O sol brilhando. A bola rolando. Vi alegria, vi muita alegria. E, sinceramente, pensei, Silvia... EU QUERO É SER FELIZ!

A sinceridade-com-sotaque fez Silvia sorrir e Guilherme amolecer. Todo mundo voltou atrasado e suado para as suas salas. Punidos foram os colegas de turma, porque a hora do almoço apenas começava a se aproximar e, nesse dia, tinha trinta minutos a mais de suor em cada um desses moleques.       

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Diálogo de Bastardos Inglórios

Diálogo entre Cel. Hans Landa e Monsieur La Padite (coronel nazista e agricultor francês judeu, respectivamente, personagens de Bastardos Inglórios) que remete às "discussões" e diferenças do eleitorado brasileiro:

Landa - Mas acredito que o atributo que o povo alemão compartilhe com um animal, seja a astúcia e o instinto predatório de um falcão. Já os judeus compartilham o atributo comparável ao de um rato. 
A propaganda do Fuhrer e de Gobbles diz quase a mesma coisa. Onde nossas conclusões diferem, é que não considero a comparação um insulto. Considere por um momento o mundo de um rato. É um mundo hostil, de fato. Mas se um rato entrar pela sua porta agora, o trataria com hostilidade?


La Padite - Eu suponho que sim.


Landa - O rato já te fez algo para criar essa aversão que sente por eles?

La Padite - Os ratos transmitem doenças e mordem as pessoas.

Landa - Os ratos causaram a peste bubônica, mas foi há algum tempo. Tanto ratos quanto esquilos transmitem as mesmas doenças. Concorda?

La Padite - Sim.


Landa - No entanto, presumo que não sinta a mesma aversão a esquilos, não é?

La Padite - Não, não sinto.

Landa - E ambos são roedores, não? E exceto pela cauda, são bem parecidos, não?

La Padite - É um pensamento interessante, Herr Coronel.


Landa - Apesar de interessante, não fará diferença em como se sente em relação aos ratos. Se um rato entrar pela porta, agora, e andar por aqui pela sua casa como andei, você o ofereceria um prato do seu leite?

La Padite - Provavelmente não.

Landa - Eu achei que não. Você não gosta deles. NÃO SABE POR QUÊ. Só sabe que os acha repulsivos.


Meu (Yuri) comentário: Esse diálogo veio da mente criativa do inteligente Quentin Tarantino. Landa é fictício e nazista, mas nos passa uma mensagem interessante do que sentiam os alemães nazistas pelos judeus, naquela época. Repulsa e não se sabia o porquê. Não importa, rato ou esquilo, judeu ou nazista, petista ou psdbista, Serra ou Dilma, estamos no mesmo barco. Principalmente, nós, brasileiros. Nossas discussões deveriam ser mais respeitosas e construtivas. E deveríamos tentar, pelo menos, ser menos ofensa, mais inteligência e nos despir de nossos preconceitos. "Você não gosta deles. NÃO SABE POR QUÊ. Só sabe que os acha repulsivos". ;)

sábado, 23 de outubro de 2010

Quero dizer que te amo só de amor (Roberto Freire)





Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-nao-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me das o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca.


Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.

(Roberto Freire)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Esse Cara

Quando criança, ele era tímido, retraído e, muitas vezes, mal-humorado. Entre familiares, era carinhoso e brincalhão. Contraditório. Uma criança impaciente. Brincava como todas as outras e pensava como nenhuma. Era inquieto, na mente e no corpo. Porém, desde essa época, percebeu-se que a paixão pautaria a sua vida. Não somente por pessoas: tudo, potencialmente, era objeto de suas paixões. Apaixonava-se facilmente por qualquer coisa. 

Com mais idade, foi perdendo a timidez. No entanto, menos tímido ele ficava, mais agressivo aos olhos dos outros parecia. Mas ele era amável. E pouca gente percebia. Começou a notar que precisaria de mudanças. Para ter e cultivar amigos – e estes ele não abandonaria até o final da sua vida –, tentou, muitas vezes sem êxito, controlar a impulsividade. Conseguiu, algumas vezes, ter estabilidade e solidez emocional. Ele era “de lua”, como diziam os amigos e as primeiras namoradas. Melhorou, sem dúvida. Mas aquela alma era febril. Não sossegaria nunca. Sentia sempre falta de alguma coisa em si e isso parecia ser o seu próprio combustível. Era isso que o impulsionava a procurar melhorias em seu ser. 

Esse cara defendia com tanta força e emoção suas opiniões que todos julgavam que ele estava brigando. Nada disso, gente. Era paixão! Paixão pelo debate. Nada poderia impedi-lo de dizer tudo que estava em sua cabeça quando ele achava que estava certo - mesmo que viesse a se arrepender depois. E quantas vezes arrependeu-se! O seu instinto impulsivo o traiu em inúmeros momentos. E tantas foram as vezes que esse mesmo instinto o salvou. 

Entregava-se às paixões e aos amores com voracidade. Tinha mesmo um apetite devorador e insaciável. Adorava uma frase do Cazuza que dizia: "Sou ariano. E ariano não pede licença, entra, arromba a porta". Ligava a seus relacionamentos. Mas, às vezes, saía deles com a mesma rapidez e violência com que havia entrado. Sofreu um tanto, mas foi, assim, feliz em grande parte da sua vida. Costumava dizer que a busca incessante do ser humano é o amor. E acreditava nisso. 


Relacionava-se com sua família com mais amor e paixão ainda. Parecia não caber dentro daqueles seres tanto sentimento. Eles eram tanto coração, era tanto sentimento, que foi inevitável não haver brigas também. Mas não havia um ser no mundo que não visse uma desmedida beleza na relação daqueles três. Foi a coisa mais forte e bonita que eu já vi na minha vida. 

Esse cara era contraditório em essência, o que revelava o quão humano ele era por trás das impressões que deixava por aí. Personalidade fortíssima, gênio difícil, senso de humor sem rival, às vezes grosseiro, mas com um coração do tamanho do mundo e um senso de justiça que carregava desde a infância. Poderia até ser grosso, mas dificilmente cometia injustiças, e se o fizesse, tinha a humildade de reconhecer os erros, consertá-los e desculpar-se de todo o coração. 

Eu que conheci, posso dizer: esse cara foi um guerreiro. Travou lutas intermináveis contra si mesmo. Lutou contra as contradições. As suas e as do mundo, ao seu jeito. E, digo: além de guerreiro, foi um vencedor. Conseguiu mudar o mundo ao seu redor. Marcou a vida de pessoas maravilhosas. Buscou o bem, sempre, para si e para os outros. Foi, sobretudo, corajoso para encarar suas imperfeições e buscar incessantemente o amor. O amor por si e pelo ser humano. E conseguiu.